Capítulo 2: Sexta-Feira

Capítulo Dois: Sexta-Feira

Hellizabeth acordou cedo no dia seguinte, parecia que algo a incomodava e não a deixava dormir mais. Tomou seu banho. Se vestiu com roupas que nem pareciam dela, pegou uma calça jens preta e uma blusinha baby look rosa e colocou, para seu espanto até batom, bem claro quase da cor natural de seus lábios, porém mesmo com tudo isso blusa rosa e batom, não pôde deixar de usar uma munhequeira, afinal continuava sendo ela mesma.

Parecia seu primeiro dia de aula, queria impressionar a todos, e fazer novos amigos.
Desceu para o café da manhã, seus pais a serviram e nem olharam para ela direito, somente seu irmão, Matt reparou na mudança da irmã e perguntou:

– Tudo bem com você?

– Claro, por que não estaria? Quer dizer, eu e o J.R. terminamos mais não quer dizer que eu vou morrer. E… Será que você pode me levar para a escola? – falou na maior naturalidade do mundo.

– Como é que é? Você e o J.R. terminaram? – perguntou Matt surpreso.

– É, ele não me aceitava do jeito que eu sou, só porque eu cortei os freios do carro de um nerd da escola, ele resolveu me dar lição de moral. Agora você pode me levar ou não à escola? – continuou falando como se não se afetasse com aquilo, como se não fizesse diferença se eles estavam ou não juntos.

– Você está realmente passando bem? – perguntou Matt a Hellizabeth, colocando as mãos na testa da irmã como se estivesse checando a sua temperatura – Você amava o J.R. ia até com ele pra aquele show! Fez de tudo pra mim consegui ingressos pra vocês dois e agora não ama mais?

– Matt, se conforme, ele não era pra mim. Agora vamos logo pra escola, que já estou cansada dessa conversa. – falou Helly que estava realmente cansada de falar o quanto ele não significava nada para ela, e de fingir que nunca gostou tanto dele.

– Tá bom, vamos. – falou Matt se levantando com a chave do carro.

Entraram do carro, dava pra ver que Matt ainda estranhava que Hellizabeth e J.R. não estavam mais juntos. Mas ele não comentou mais nada sobre isso o caminho todo. Hellizabeth nunca foi de esconder o que sentia, se estava destruída demonstraria, com certeza não esconderia como estava escondendo. Mas Hellizabeth precisou fazê-lo por dentro queria contar tudo para Matt, confiava nele, mas sabia que Matt a aconselharia a terminar tudo mesmo, como ela pretendia fazer então manteu a posse de “Estou ótima sem ele”.

Chegaram na escola, ela disse tchau ao irmão e entrou na escola. No exato momento em que o fez parece que todos pararam para observá-la, perceberam que ela estava diferente, mas não fizeram comentários, parecia que ali todos já sabiam que o namoro havia acabado.

Na verdade Helly não se importou nem um pouco que todos a estivessem olhando, ela agiu normalmente se encaminhou para seu armário, sorrindo, como se nada tivesse acontecido, treinara com o irmão para quando isso acontecesse. Pegou suas coisas, no armário e foi à sua sala.

Que agora era de matemática, que não era a sua matéria preferida, na verdade era uma das quais mais odiava, mesmo assim continuou com o mesmo sorriso e entrou na sala de aula.

Ficou feliz ao perceber que tinha pouca gente lá, arrumou um lugar no fundão onde sempre sentava e ficou lá escrevendo até que sentiu uma das poucas pessoas a observando, era o nerd que havia falado que ela ficava sexy com aquela mexas roxas no cabelo. Ele sentou na frente dela e disse:

– Não se preocupe, mesmo com essa blusa ridícula, você ainda fica sexy. – ele disse olhando-a.

Ela quase da um tapa nele, mas só conseguiu dizer:

– Ah… Obrigada, eu acho… – Hellizabeth disse confusa e corando, quer dizer que ele a achava realmente sexy? No dia anterior, achara que era apenas uma brincadeirinha para irritá-la. Na verdade, ela meio que gostou de saber que ele a achava bonita. Mas se lembrou que fora ele a causa de tudo isso, daquela blusa, dessa mudança de repente, de tudo isso.

– Sei, que vocês terminaram, você e o Júnior – começou – mas foi melhor assim escute o que eu digo.

– Na verdade não se sinta tão especial em saber, acho que todo mundo já sabe! Só não sabem o porque. – respondeu Hellizabeth grosseira, se controlando para não pular encima daquele garoto.

– O que você quer dizer com isso? – perguntou o nerd que parecia mesmo confuso e agora Hellizabeth reparara ainda estava com hematomas.

– Não sei, – disse Hellizabeth – me diz você. Ou vai me dizer que você não foi correndo contar para a sua mamãe o que aconteceu ante-ontem?

– Ta bom, eu contei, – confessou o nerd – mas foi porque eu geralmente conto tudo para minha mãe e ela queria saber porque eu estava machucado! De qualquer forma um dia você vai me agradecer, Hellizabeth.

Tocou o sinal e mais pessoas começaram a adentrar a sala junto com o professor. Ele virou para frente, mas antes sussurrou no ouvido do nerd que estava sentado à sua frente.

– Acho que não!

A aula foi particularmente chata para Hellizabeth, essa e a seguinte e a seguinte até o intervalo. Aí o nerd e ela se encontraram de novo. Ele parecia não ter amigos como ela, só que apesar de estar realmente chateada com o nerd, precisava de amigos. Então o nerd a convidou para sentar na mesa dele, ela fui na boa, além disso não tinha mais onde sentar mesmo.

Ele parecia legal, começou a conversar sobre quase tudo, menos sobre o J.R., ele não queria brigar com ela e era só isso que esse assunto iria levar, iria levá-la a lembrar que estava com raiva dele.

No fim do intervalo percebeu que não sabia o nome do nerd e que não o chamava pelo nome, na verdade não o chamava de nada, não precisava falar o nome dele. Mas ele parecia querer chamá-la pelo meu no final de cada frase. O que a irritava às vezes, mas começou a achar legal alguém chamá-la só pelo nome, não pelo apelido. Isso o fazia diferente, Hellizabeth simpatizou com isso, adorava gente diferente e ser diferente.

Aula seguindo foi tédio total, a outra também, mais a última Hellizabeth teve a chance de usufruir do prazer da presença do nerdinho de novo, Hellizabeth estava começando a gostar dele, só que ele não falava de sí mesmo, tipo, eles estavam falando de praias então Hellizabeth falava que já foi à praia muitas vezes, e ele fica só ouvindo era chato às vezes, Hellizabeth não sabia nada sobre ele.

Se bem que, às vezes, quando ele está mais à vontade, ele se abre mais, fala se gosta, por exemplo, de música. No fim da aula deu eles estava mais amigos e Hellizabeth deu o seu telefone para ele, e ele deu o mesmo para ela. E foram conversando para o portão de entrada, que também era de saída.

Ela teve que esperar seu irmão, e quando falou que teria que esperar seu irmão, ele falo:

– Ótimo, eu fico aqui com você! – e a guiou a um banco para sentarem enquanto esperavam.

Ela achou muito legal da parte dele, quer dizer, o Júnior nunca fazia isso, até porque geralmente ele a levava para casa.

Ela viu J.R. passando pela frente do banco, ele olhou para Helly, parecia com raiva. Ela fingiu que não viu, mas o nerd não fez o mesmo e disse:

– Como exatamente vocês terminaram?

– Ah, foi simples, eu liguei para ele convidando-o para fazer uma coisa comigo sábado, ele disse que não podia ir por causa da mãe dele que o havia proibido, acho que por eu saber quais são os fios dos freios e por eu ser mais inteligente do que o filho dela pra saber, – ao falar isso o nerd, não sabia se ria ou não, então sorriu segurando o riso – então ele disse que a gente podia namorar escondido e não sei o que mais. Só que então eu disse que não iria namorar escondido com ele como se nós estivéssemos fazendo algo errado, então não nos falamos mais. – concluiu Hellizabeth

– Já te falei, um dia você vai me agradecer por tudo isso. – falou o nerd com um ar misterioso.

– Como assim? – perguntou Hellizabeth – Por que eu iria te agradecer por me separar do meu namorado?

Ele ia abrindo a boca para dizer alguma coisa, mas meu irmão o interrompeu gritando de dentro do carro.

– E aí, cara! – falou para o nerd que acenou e para Hellizabeth ele disse: – Vamos, Helly, ‘tô com pressa preciso fazer um trabalho para a faculdade.

– Já estou indo! – Helly olhou para o nerd e disse:- Tchau! E nós com certeza vamos continuar nossa conversa segunda.

Sim, porque já era sexta-feira e com certeza não se falariam no final de semana. Hellizabeth se virou e foi para o carro. Entrou, colocou o sinto e deu um aceno para ele, que o retribuiu. Quando estavam mais longe da escola. Matt perguntou:

– Ele é da sua sala?

– Se você está se referindo a aquele garoto que estava ali comigo, é sim, temos algumas aulas em comum, por quê? – respondeu estranhando a pergunta do irmão, ele conhecia o menino? – Você o conhece?

– Mais ou menos. Conheço o irmão dele, Gerard, ele que me deu os ingressos para o show. – falou Matt.

– Ah, foi – falou meia surpresa – Então ele é amigo de roqueiros como seu irmão?

– Isso não sei, mas ele não se mistura muito com a galera do Gerard. – respondeu Matt. – Fica mais na dele, entende?

– É, isso parece bem a cara dele – falou Hellizabeth.

Chegaram em casa e Hellizabeth foi direto para seu quarto, trancou a porta e quando ia tirando a roupa para ir tomando banho, se deparou com J.R. então parou de tirar a roupa, ficando sem graça.

– O que você ta fazendo aqui? – perguntou Hellizabeth surpresa por ele estar lá.

– Eu fiquei com saudade, estava pensando em te ver depois da aula, mas você tava com aquele idiota! Afinal o que você estava fazendo com ele? – perguntou J.R.

– Transando, você não viu? – Hellizabeth falou para provocar J.R.

– Não teve graça, Helly. – ele disse. – O que você estava fazendo conversando com ele?

– Ele é meu mais novo amigo, e ele é legal! Gostei dele, não é tão ruim quanto parece…

– Não é tão ruim? Por culpa dele eu tenho que vir escondido para cá enquanto minha mãe pensa que eu estou em algum outro lugar. – interrompeu J.R.

– Ei, se acalma, qual é, cara! Você veio aqui pra ficar tendo um ataque de ciúmes? Por que se foi pra isso pode ir embora, você não tem nada a fazer aqui! – falou Hellizabeth irritada.

– Desculpa, Helly, eu só não gostei de te ver com aquele cara. – falou J.R. – Quer dizer, ele disse na minha cara que é afim de você! – falou.

– É foi muita coragem! – reconheceu Hellizabeth.

– É mais pra mim não foi legal! Você é a minha sexy! – falou meigamente – E que blusa é essa? Quer dizer, é ridícula, nem sabia que você tinha essa blusa!

– Ah, cala a boca! – falou Hellizabeth e depois o beijou, durante minutos. Até que o celular de Hellizabeth tocou e separaram suas bocas. E ela atendeu. Era o nerd.

– Alô? Hellizabeth?

– Oi – Hellizabeth reconheceu sua voz.

– Tudo bem? – perguntou o nerd.

– É, tudo bem sim e aí? – respondeu Hellizabeth.

– Ótimo, ern… eu tava pensando,você quer se encontrar comigo hoje a noite num café no centro? – perguntou o nerd encabulado, parecia que nunca tinha convidado alguém antes.

– Ah, claro, seria super legal! – respondeu Hellizabeth empolgada, gostava da companhia dele.

– Então tá, eu peço pro meu irmão me dá o seu endereço, vou estar ai às seis. – informou o nerd.

– Ta bom, não sabia que o seu irmão tinha meu endereço. – falou Hellizabeth.

– Ah, é porque, como você já deve saber, meu irmão é amigo do seu então, ele sabe onde vocês moram, Hellizabeth. – explicou.

– Tá, te vejo as seis então! Tchau! – se despediu.

– Até logo, Hellizabeth. – então ele desligou.

Hellizabeth já tinha esquecido que seu namorado estava lá e já ia entrando no banheiro quando ele perguntou:

– Quem era? No telefone?

– Ah… era só o nerd, me convidou para ir a um café no centro. – respondeu Hellizabeth.

– É claro que você não vai, né? – perguntou J.R. quase com certeza de que Hellizabeth não iria.

– Vou sim, por isso é melhor você ir, J.R. – falou Hellizabeth – Eu tenho que tomar banho ainda e já são cinco horas.

– Você não vai com aquele tarado idiota pra lugar nenhum! – J.R. falou quase como uma ordem.

– Por que não? Ele é meu amigo! J.R. Ele é diferente e legal! – disse Hellizabeth.
– Ele separou a gente, Helly, isso não significa nada? – perguntou J.R. – E se ele tentar alguma coisa?

– Ele não é assim, eu acho… – falou Hellizabeth sem certeza, quer dizer ela mal o conhecia para ter certeza – Ele não tentou nada o dia todo. Pelo contrario, ele foi bem discreto e não tocou nesse tipo de assunto.

– Quer saber, tigresa, faz o que você quiser, a gente se ver. – falou J.R. se preparando para descer pela janela.

Então eu o beijei por dois minutos até que ele se afastou e disse:

– Ainda não me convenceu – disse J.R.

Então dessa vez ele que avançou e a beijou por mais tempo, depois um tempo Hellizabeth se via jogada na cama, como quase todas as vezes em que se beijavam depois os dois já estavam ofegantes, ela o estava empurrando de leve quando ele se levantou, se virou e disse “Tchau, tigresa” e foi embora. Ele tinha essa mania de chamar ela de tigresa, por ser, como ele diz, feroz, e saber se defender sozinha. É Ridículo, certo? Ela odeia que ele a chame assim, mas ela não reclama, sabe que é um apelido carinhoso, ou pelo menos, era para ser.

Depois de assistir ele descer, foi para seu banheiro tomar banho, quando saiu do banho escolheu uma de suas roupas que havia comprado na “The H” no dia anterior. Um jeans rasgado e uma blusa preta com uma caveira tocando bateria, colocou também uma pulseira de correntes. E desceu às seis horas, e olhou pela janela, ele já estava lá aparentemente ligando para ela. Então saiu de casa e ele desligou o celular e disse:

– Ai, você se atrasou um minuto!

– Muito esperto. – riu Hellizabeth.

– Eu sou mesmo. – brincou o nerd.

Hellizabeth reparou que ele não estava usando uma roupa de nerd, e sim uma camiseta preta de manga curta e outra listrada de manga comprida por baixo. Se não fosse o rosto dele e os óculos completamentes nerds dele ela acharia que era o cara errado.

– Uau! Olha o visual do cara! – comentou Hellizabeth.

– Fazer o que na escola sou um santo, fora sou o demônio – disse o nerd.

– Afinal, qual é o seu nome? – perguntou Hellizabeth meio sem-graça, porque se tornaram amigos e ela nem sabia o nome dele.

– Ah… você ‘ta brincando, certo!? Não sabe mesmo meu nome? – perguntou indignado, achando mesmo que ela estava brincando. Ela começou a rir.

– Não sei mesmo. – respondeu Hellizabeth.

– Mikey, Mikey Way. E você é a Hellizabeth Hawker. – respondeu Mikey.

– Eu sei quem eu sou, Mikey, eu não sabia quem você era. – falou Hellizabeth rindo.

– É, falei só por acaso de você não se lembrar, nunca se sabe. – falou Mikey fazendo Hellizabeth rir de novo.

– Mas como é que eu podia lembrar do seu nome, nunca tinha ouvido ele antes na vida. – respondeu Hellizabeth.

– Temos aulas juntos, você alguma vez na sua vida prestou atenção na chamada? – perguntou Mikey.

– Não, a chamada é algo inútil, Mikey. – disse Hellizabeth.

– Mas foi assim que eu soube seu nome. – Mikey falou olhando para Hellizabeth enquanto o sinal estava vermelho. Ela corou. Ele percebeu então desviou o olhar para ela se sentir mais a vontade. Então mudaram de assunto. Foram conversando sobre filmes preferidos até chegaram na porta do café, então saíram do carro e entraram no café. E para a surpresa de Hellizabeth, J.R. estava sentado com uns garotos super populares, Helly não entendeu desde quando ele conhecia estes garotos.

Mikey percebeu a cara que Hellizabeth fez ao ver ele e a puxou para fora do café e perguntou:

– Ei, está tudo bem, Hellizabeth?

Hellizabeth começou a pensar que não devia ter dito ao J.R. que iria ali com o Mikey, quer dizer, devia ter imaginado que ele faria alguma coisa para vigiar.

– Ah… Claro, por que a pergunta? – perguntou Hellizabeth.

– Nada não, só que seu ex-namorado ta lá dentro e você ta pálida. – respondeu Mikey que parecia preocupado.

– Tá tudo ótimo, vamos entrar… – falou Hellizabeth pronta para abrir a porta.

– Se você quiser a gente pode ir a outro lugar, Hellizabeth. – falou ao ver que ela não estava tão bem quanto parecia.

– Por mim, a gente pode ficar aqui mesmo. – falou Hellizabeth negando que estava com problemas.

– Ah, vamos logo embora daqui. – então ele puxou Hellizabeth para o carro e ela entrou e ele logo em seguida.

Quando entraram no carro, ficaram em silêncio por alguns minutos até que Hellizabeth não agüentou o silêncio que estava de matar e falou:

– Aonde a gente vai agora?

– Não sei, aonde você quer ir? – perguntou Mikey olhando pelo canto do olha para Hellizabeth, esperando ver alguma coisa que o levasse a acreditar que ela estava melhor.

– Ah, você que me convidou trata de me escolher onde vai me levar! – Hellizabeth falou brincando.

E isso era o que ele estava procurando para ter certeza que podiam continuar como se nada tivesse acontecido.

– Você gosta de pizza? – perguntou Mikey para Hellizabeth.

– Amo pizza, minha comida favorita. – respondeu Hellizabeth.

– Ótimo, vamos comer pizza. – concluiu Mikey.

– Então você também gosta de pizza? – perguntou Hellizabeth.

– Não tanto quanto você parece gostar, Hellizabeth – respondeu Mikey.

– Então qual é a sua comida favorita? – Hellizabeth perguntou.

– Sei lá, como qualquer coisa. – respondeu Mikey, com uma certa insignificância.

– Ah, não é possível, se você não me falar sua comida favorita, eu não há lugar nenhum com você. – disse Hellizabeth.

– Ah, é. E o que você vai fazer? Pular do carro? – falou Mikey achando graça.

– Não, vou desligar o carro, com licença, Mikey – Hellizabeth falou isso se atravessou na frente do Mikey e girou a chave do carro e fez o carro desligar e pegou a chave. Mas com o sinal estava vermelho, não fez muita diferença e ele começou a rir.

– Hahaha, Hellizabeth, morri porque você desligou o carro e pegou a chave. – brincou Mikey.

– Ei, fala logo se não eu não devolvo a chave. – Hellizabeth falou rindo então não a levou a sério.

– Hellizabeth, deixa de graça e me da logo essas chaves ou eu vou ter que tirá-las de você! – advertiu Mikey ainda rindo.

– Ah, quem vai tirar as chaves de mim?! Você?! Você tem um senso de humor incrível, sabia? – falou Hellizabeth sorrindo ao invés de rir.

– Eu to avisando, Hellizabeth! – Mikey parou de rir e parecia mesmo estar falando sério.

– Me desculpe, Mikey, mas só quando você me disser qual a sua comida favorita. – falou Hellizabeth, que apesar de parecer estar brincando estava falando sério também.

– Qual é, pra que você quer saber, Hellizabeth? – perguntou Mikey olhando para o semáforo para ver se já tinha mudado e ainda não tinha então ficou mais calmo para pedir as chaves.

– Você é o meu mais novo amigo, certo?! Será que dá pra falar mais coisas sobre você? Eu gosto de saber o que as pessoas pensam e o como se sentem! – falou Hellizabeth mais séria.

– Então você já me considera um amigo? – Mikey perguntou.

– É, – respondeu Hellizabeth. – com certeza, Mikey.

– Mas você acabou de saber meu nome! – Mikey falou ficando mais agitado.

– Eu não preciso saber o nome de alguém para gostar da pessoa, Mikey. – falou Hellizabeth.

– Você gosta de mim? Eu no seu lugar me odiaria, praticamente fiz você e seu namorado terminarem! – falou Mikey.

– Ah ha, precisamos conversar sobre isso! O que você sempre quer dizer quando fala que eu ainda vou lhe agradecer por isso? – perguntou Hellizabeth se lembrando do que ele sempre falava isso quando tocavam nesse assunto.

– Hellizabeth me dá logo essas chaves! – falou isso quando o sinal abriu.

– Ah, agora bateu o desespero. Mas eu não estou com pressa ainda tá muito cedo ainda, são só seis e meia. – falou Hellizabeth calma.

– Mas ainda temos que jantar. – lembrou Mikey.

– Não estou com tanta fome. – Hellizabeth continuou a falar calmamente, girando as chaves nos dedos.

– Hellizabeth, não me force a tirar isso a força de você! Seja uma boa menina e me dê logo essas chaves. – Mikey estava ficando irritado com isso o sinal estava aberto estavam atrapalhando o transito.

– E como você faria isso, Mikey? – perguntou Hellizabeth como se duvidava.

– Assim – disse Mikey e partiu para a boca de Hellizabeth lhe dando um ótimo beijo, Hellizabeth ainda estava namorando com o J.R. apesar de ser escondido, tinha que respeitá-lo, mas o Mikey beijava tão bem, que nessa hora não existia J.R. ou chaves. Erro de Hellizabeth, ela afrouxou a mão das chaves do carro, e enquanto se beijavam Mikey, a pegou com a maior facilidade. Parou de beijá-la e disse:

– Parece que você não é tão esperta, não é, Hellizabeth. – e mostrou as chaves, Hellizabeth ficou sem graça, com o beijo nem tinha sentido que a chave não estava mais em sua mão.

– É… – Hellizabeth ia dizer algo como “Golpe baixo” ou “Se aproveitando de meus momentos de fraqueza” mais as duas opções a faria assumir que gostara do beijo, por isso se interrompeu e ficou calada, enquanto o carro andava. Não sabia o que dizer, o que fez um silêncio desgraçado tomar conta do carro em movimento. Decidiu que não iria tentar puxar conversar, nem que ele a matasse se não o fizesse.

Ficaram minutos em silêncio, então chegaram a uma pizzaria. Hellizabeth saiu do carro, sem Mikey precisar dizer nada. Então ele saiu logo em seguida, algo o perturbava, Hellizabeth podia sentir. Algo a perturbava também mesmo sem ela querer traira J.R., um cara que Helly sabia jamais faria qualquer coisa do tipo para ela. Hellizabeth se sentia uma vadia, mas não falou nada, entrou na pizzaria, estava um pouco lotada, com algumas garotas num canto, que pareciam lideres de torcida da sua escola, mas Hellizabeth escolheu uma mesa e simplesmente sentou nela. Esperou Mikey chegar afinal ela havia vindo com ele. Mas ele não veio, ela se levantou e saiu, viu que ele estava do lado de fora, estava tremendamente aflito.

Então Hellizabeth teve que perguntar:

– Algum problema, Mikey?

– Acho… que é melhor te levar para casa. – falou Mikey pálido, Hellizabeth percebeu e não discutiu entrou no carro de novo.

Foram em silêncio, chegaram a casa de Hellizabeth, ela perguntou:

– Você quer entrar? Para, sei lá, comer alguma coisa, meu irmão não é bom cozinheiro, mas a gente pode fazer pipoca e assistir um filme.

Ela falou isso só para ser gentil, quer dizer, não tinham feito nada ainda, só encontrado com o ex-dela e… se beijado, nada de mais. Mas ela não esperava que ele fosse aceitar, principalmente, depois do que tinha acontecido.

– Ah… eu acho que seria legal – Mikey falou meio incerto, pegou ela de surpresa, ela não falara sério. Não achava que ele aceitaria mesmo.

– Ah, então vamos. – Helly falou então os dois saíram do carro. Entraram em casa, Hellizabeth o acompanhou até seu quarto e mostrou os filmes, pediu para que ele escolhesse enquanto ela fazia a pipoca. Então ela desceu.

Pegou num armário saquinhos de pipocas de microondas, colocou no microondas e dois minutos e meio depois, subiu com a pipoca em uma bacia, ou coisa parecida, ele ainda estava vendo os filmes. Então Hellizabeth perguntou:

– Então… já escolheu?

– Ahãn, mais ou menos, Van Helsing ou Piratas do Caribe? – perguntou Mikey de um jeito engraçado. Que fez Hellizabeth rir.

– Piratas do Caribe, mas só se você pegar o dois. – falou Hellizabeth ainda rindo.

Ele pegou o filme Piratas do Caribe 2 – O Baú da Morte e mostrou para Hellizabeth.

– Esse é meu filme preferido. – disse apontando para Piratas do Caribe, deixando a pipoca em cima da cama e arrancando o filme da mão de Mikey.

– Sério? Eu gosto muito desse também, Hellizabeth. – comentou Mikey, mas Helly não prestou muito atenção estava ligando o DVD na tomada e colocando o filme.

– Hellizabeth, precisa de ajuda aí? – Mikey perguntou quando viu que Hellizabeth parecia meio enrolada.

– Não, tudo bem já consegui. – falou saindo de trás da TV. E pegou o controle remoto da televisão e deitou na cama virada para a TV.

Mikey não parecia a vontade com isso, mas fez o mesmo, Hellizabeth colocou a pipoca entre os dois e deu play no filme. Assistiram o filme todo fazendo comentários, aqui e ali, e rindo juntos nas partes mais engraçadas, ou seja, quase o filme todo.

Quando o filme terminou Hellizabeth falou:

– Esse filme é hilário, por isso que amo o Capitan Jack Sparrow!

– Você estava certa quando disse há pouco que esse era o melhor filme do Piratas do Caribe. – disse Mikey sorrindo.

– Eu sei que estava, esse é o melhor filme da face da terra. – disse Hellizabeth, muito empolgada.

– É mesmo! – disse Mikey sorrindo ainda mais.

Ficaram alguns segundos se encarando, então Hellizabeth viu o rosto de Mikey chegando muito perto ao seu, mas diferente da outra vez que isso aconteceu, agora ele foi se aproximando bem devagar, deixando tempo para ela se esquivar ou algo do tipo, quer dizer, se ela quisesse se esquivar. Hellizabeth se lembrava daquele beijo no carro, um beijo que amou e que com certeza queria repetir, apesar de saber que era errado, já que namorava com o J.R., Hellizabeth não conseguiu resistir e não só deixou Mikey a beijar como retribuiu o beijo, segundos depois estavam aos amassos na cama.

Quando finalmente Mikey cortou o beijo, fazendo-a querer mais, Hellizabeth achava que ele tinha uma maneira diferente de beijar, uma maneira que fazia com que ela esquecesse tudo e se concentrasse naquele momento, ele parecia saber como parar de beijá-la de uma maneira que sempre fazia-a querer puxá-lo para sí. E foi isso que ela fez quando ele estava se afastando, puxou-o pela camisa e ele continuou a beijá-la até querer se afastar de novo. Desta vez, Hellizabeth deixou Mikey se afastar.

– Hellizabeth, – começou Mikey se levantando ofegante, por causa do beijo – acho que devemos conversar sobre tudo isso.

– Talvez. – respondeu Hellizabeth, também sem ar.

– Acho que estamos indo rápido demais, – começou Mikey – acho que devíamos ir mais devagar, quer dizer ainda agora você nem sabia meu nome.

– É talvez você tenha razão – falou Hellizabeth suspirando e sentando-se na cama.

– E você acabou de terminar com o namorado, – falou Mikey – não acho certo fazer isso um dia depois de terminar com ele.

– Claro, você tem razão, me desculpa, Mikey – falou Hellizabeth de cabeça baixa, não sabia no que tinha dado nela para fazer aquilo.

– Eu que peço desculpas, não vou mentir pra você, eu te acho a garota mais sexy da escola, – falou Mikey – mas eu… – parou Mikey de repente, suspirou e continuou: – eu tenho namorada, Hellizabeth.

Após ouvir isso Hellizabeth conseguiu se sentir pior, quer dizer, ele estava traindo a namorada dele, mas por culpa dela. Hellizabeth não disse nada, estava se sentido mal, então apenas, levantou-se de sua cama e com a cabeça baixa para ele não ver que seus olhos se enchiam de lágrimas, abriu a porta, Hellizabeth não conseguia encará-lo, se sentia tão usada, até tão oferecida.

Quando ela abriu a porta, e ele entendeu, sem precisar que ela dissesse uma palavra, que era para ele ir embora, se encaminhou até a porta e disse:

– Me desculpe… e… a gente se vê, Hellizabeth. – e saiu. Instantaneamente quando Hellizabeth tinha calculado que a porta não o acertaria, bateu a porta com força e a trancou.

Ela tinha certeza que ainda estava do ladro de fora atravessando o corredor, mas não pôde evitar sentou no chão e começou a chorar alto, tentava se controlar, estava dizendo a sí mesmo “Pára de chorar, sua estúpida” ou “Por que você está chorando mesmo, sua fresca?”, mas não conseguia parar. Deitou na cama se embrulhou mesmo vestida e ligou o som para ninguém escutar seu choro só a música de Evanescence, que nem isso agora fazia ela parar de chorar.

Adormeceu lá, chorando debaixo de suas cobertas, com o som ligado quase no máximo.

Fim do Capítulo Dois.

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