Capítulo 5: O Presente;

CAPÍTULO CINCO: O PRESENTE

Passou-se muito tempo, Edward me fez descer para almoçar alguma coisa e ficamos vendo mais filme. Descobri sua coleção impressionante de filmes, clássicos, atuais, ele tinha de tudo em seu quarto.

Nunca havia imaginado um Edward tão fã de cinema quanto ele me mostrava agora.

E tudo bem que, quando vimos Nightmare Before Chrismas, ele sabia quase todas as músicas, mas não esperava que ele decorasse a trilha-sonora de praticamente todos os filmes.

Vimos Candelabro Italiano, um dos filmes mais clássicos e românticos de todos os tempos, segundo ele.

Então, depois ele realmente me levou para ver o pôr-do-sol de sua sacada. Era tão raro se ver o Sol nessa cidade, imagine o pôr-do-sol então. Era algo extremamente único.

Ele me envolveu em seus braços e cantarolava em meu ouvido enquanto víamos o crepúsculo chegar.

O crepúsculo de um dia perfeito, mas sabia que ainda não tinha acabado. A noite estava apenas começando. E a festa de Edward iria começar logo, logo.

E eu estava começando a estranhar que ele ainda não tivesse me perguntado sobre seu presente. Era como se isso não importasse, ele não chegou e perguntou tipo: “E aí? O que vai me dar de aniversário?”. Nada. Ele não parecia nem ao menos curioso para vê-lo.

Então me lembrei do dom de Alice. Droga! Ele obviamente já sabia o que era, já que Alice deveria saber desde que eu havia decidido comprá-lo. E ele não comentou nada porque ele não gostou do que eu comprei.

Droga! Droga! E droga!

– Você já sabe qual o seu presente, certo? – perguntei, suspirando, apenas para confirmar minhas suspeitas.

Ele sorriu, maroto. Então eu soube que era verdade.

– Eu apenas não queria estragar a surpresa – ele se explicou. – Foi por isso que não te contei.

– Sei – disse, sem acreditar. – Até parece que você não me contou porque não gostou do presente.

Ele me fitou por um momento e sorriu de modo calmo.

– Eu iria gostar de tudo o que você resolvesse me dar – ele disse. – Na verdade, eu não esperava ganhar um presente até ver a visão de Alice.

Eu não o olhava, estava envergonhada demais para isso. Eu deveria ter escolhido outro presente, agora sabia disso.

– Mas eu vou amar o presente – ele prosseguiu, quando eu não disse nada.

– Vai nada – eu disse, fazendo uma careta.

– Na verdade, eu quero ele agora – ele disse, em um tom exigente, me beijando levemente na cabeça.

– Não, ele é ruim de mais – neguei.

Ele soltou uma risada. E me imprensou na parede perto da porta pela qual havíamos acabado de entrar.

– Eu acho que vou ter que lhe convencer, então. – Recomeçou a beijar provocantemente meu pescoço.

Reprimi um suspiro. Edward sabia ser provocante.

– Agora, você vai me dar? – ele perguntou. Senti seu hálito em meu pescoço, e seu cheiro inacreditavelmente bom parecia se espalhar por toda sacada.

– Não – falei teimosa, quase sem fôlego.

Ele iria ganhar, ele sempre ganhava nesses joguinhos.

Avançou para meu rosto, expirou e beijou levemente meu queixo, distribuindo vários beijinhos por toda sua extensão. Trilhou até minha boca e, acariciando meus cabelos, passou seus lábios levemente sobre os meus, me fazendo ter arrepios e fechar os olhos involuntariamente.

– Tudo bem, tudo bem – eu disse, vencida. Permaneci de olhos fechados. – Mas se você não o quiser posso, sei lá…

– Eu o quero – ele disse, seguro.

Eu abri os olhos e peguei algo no bolso dos meus jeans. Eu não havia tempo de embrulhá-lo, nem nada, mas agora eu sabia que não era preciso, afinal, ele já sabia o que era.

O coloquei em sua mão e o abri. Era um bracelete, igual ao meu, porém com outros pingentes.

– Vê, essa aqui é uma maçã – eu lhe disse, docilmente. – Acho que não preciso explicar o que significa, mas, bem, significa a gente, você simplesmente adora me lembrar que eu sou um fruto proibido. E tem aquele lance de que Adão e Eva não podiam comer a maçã porque era fruto proibido. Então eu achei que seria muito legal colocá-lo no seu bracelete.

Ele sorriu, encorajando para que eu continuasse a lhe explicar o que significam os outros pingentes.

– Esse aqui – disse, apontando para um com um Sol dourado, brilhando com a luz do pôr-do-Sol ainda acontecendo à nossa frente – é para lembrar da primeira vez que eu lhe vi no sol. A inesquecível tarde na clareira, o dia em que você me contou tudo sobre você, o quanto você sentia que podia me matar a qualquer momento e todas aquelas coisas que você me disse. Foi o dia mais feliz de minha vida, Edward.

Ele sorriu me beijando o disse:

– O meu também, Bella. Foi o dia em que me senti livre, como se eu pudesse ser eu mesmo sem receio. E suas reações às minhas coisas de vampiro foram… inacreditáveis.

Lhe sorri. E prossegui:

– Essa aqui é uma nota musical. – Então expliquei: – Bom, simplesmente para lembrar da música perfeita que você escreveu para mim. E para lembrar de um de seus talentos – acrescentei.

– A Torre-do-Relógio – disse, engolindo em seco. Apontei para uma miniatura exata da Torre-do-Relógio. – Onde tivemos que enfrentar o perigo junto, os Volturi de Volterra e… toda aquela situação.

Ele me abraçou fortemente.

– Eu me arrependo tanto de ter causado aquela situação para você – sussurrou para mim. – Ela simplesmente não devia ter acontecido.

– Ei, eu a coloquei no seu bracelete porque temos boas lembranças – eu disse. – Você voltou para mim depois dessa viajem, ficamos ainda mais unidos e, de certa forma, você ir para lá, enfrentar os Volturi foi a maior prova de amor que você me deu.

Eu disse e sorriu.

– Você ainda precisava de uma prova? – perguntou, com um meio-sorriso.

– Não – eu respondi. – Mas foi bom mesmo assim.

Ele riu.

– E o meu preferido – disse. – Foi muito difícil de achar, sério. Mas esse é tão perfeito. – Passei o dedo por cima, como que para sentir a textura do pingente de novo. Era um coração de ouro, com uma rosa gravada no meio. – É para significar amor eterno, Edward. É para você lembrar que meu coração sempre será seu.

Esse pingente parecia tão quebrável que ele pareceu hesitar antes dele mesmo sentir a textura do mesmo. Ele pareceu realmente impressionado. Mas eu ainda não podia ter certeza de que ele havia gostado ainda.

Fiquei um tempo esperando algum comentário, que não veio. Então, eu retirei o bracelete de sua mão.

– Quer saber, esquece isso – eu disse. – Foi realmente uma má idéia.

– Não! – ele disse, praticamente arrancando da minha mão, mas ainda com o maior cuidado. – Tarde demais, Bella. Você já me deu ele, não pode simplesmente me tirar.

Eu o olhei e sorri.

– Então você gostou? – perguntei esperançosa.

– Com certeza – ele disse. – Foi o melhor presente que eu já recebi em toda minha existência.

– Sério mesmo? – perguntei, ainda incerta. – Porque se não eu arranjo outro…

– Não – ele disse, me interrompendo. – Eu quero esse presente.

– Ah, tudo bem então. – Estava feliz que ele não queria devolver, afinal, tinha custado muito caro para mim chegar lá e devolver cada pingente.

Já estava escuro, em breve poderíamos ver a Lua. De repente, percebi que estava com frio. Edward me sentiu tremer e me arrastou para dentro, para seu quarto.

FIM.

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